E agora... Pai!

Um conto erótico de Rey
Categoria: Homossexual
Data: 09/09/2019 00:05:21
Última revisão: 11/09/2019 23:31:43
Nota 10.00

Capítulo 1 – Rey

Uma vida boa, com fama e dinheiro... era o que eu esperava como a maioria das pessoas. Um adolescente que gostaria de ser um ator. Desde criança eu participava de peças teatrais na escola. Tinha uma memória boa e, sempre conseguia decorar grandes falas. Fazia parte do grupo de teatro desde sempre.

Não tinha muitos amigos, exceto os que também faziam parte do grupo de teatro, todos eram mais velhos. Estava com 13 anos, na sétima série quando, uma aluna nova, vinda do interior entrou para o grupo. Ana era dois anos mais velha que eu. Foi amor à primeira vista, não um amor sexual. Em poucos meses já éramos melhores amigos. Ana era linda, sua beleza chamava atenção de todo mundo. Passou a ser a protagonista, junto comigo em todas peças.

Ana não tinha pretensão de ser atriz, o que eu achava um desperdício, pois, ela tinha muito talento além da beleza que a ajudaria muito. Foi Ana que me ajudou a descobrir que eu era gay. Quando ela me sugeriu isso, eu fiquei chateado. Pensar em ser gay era um absurdo, mesmo no fundo sabendo que aquilo poderia ser verdade. Eu não tinha trejeitos, mas era verdade que eu não sentia atração por mulheres, a menos que eu me esforçasse muito.

Meus pais não aceitariam essa ideia, talvez a minha mãe, mas meu pai nunca. Fui criado naquele padrão de família tradicional. Tinha que estudar, fazer faculdade, casar, trabalhar, ter filhos e morrer. Sempre mantendo uma aparência. E meu pai sabia muito bem como manter a aparência de uma família feliz.

Meu pai era visto como o típico pai e marido perfeito. Mas a realidade era diferente. Não conversávamos muito, ele não gostava da ideia de ter um filho ator, mesmo adorando ver filmes e séries. Ele também não era um bom marido. Eu não acreditava que um bom marido pudesse ser infiel.

Minha mãe ao contrário era uma mulher guerreira, enfermeira em um hospital público, trabalhava naqueles horários doidos. Sempre fomos mais próximos e ela sempre me apoiou nas minhas escolhas. Não sabia se ela me apoiaria se eu escolhesse ser gay, como se existisse escolha pra isso.

Eu não me preocupava, meu objetivo era formar no ensino médio, me mudar para o Rio de Janeiro e fazer um curso de teatro. E essa ideia não agradava nada meus pais. Minha mãe dizia que eu poderia ser ator, mas que tinha que fazer uma faculdade, para se não desse certo. Meu pai dizia que quando eu fosse adulto eu poderia fazer o que quisesse, mas que não ira me manter em outra cidade para estudar teatro. Eu tinha alguns anos pela frente, então evitava discutir.

Já estava com 15 anos, terminando o primeiro ano do ensino médio. Na época não tinha vida sexual. Os rapazes da escola que eram gays, alguns inclusive do grupo de teatro, não me atraíam e com os garotos héteros eu não tinha nenhuma chance. Às vezes, entrava na internet em salas de bate papo, conversava com alguns homens, nos masturbávamos pela câmera. Cheguei a encontrar com alguns, foi assim que recebi o meu primeiro boquete e peguei em um pau pela primeira vez. Depois de um tempo, tive coragem de chupar também, desde que o pau do cara fosse bonito e estivesse limpo. Mas sexo mesmo nada, ainda era virgem.

Naquele final de ano eu estava triste, Ana iria se formar. Ela entraria na faculdade e sairia do grupo de teatro na escola. Nada teria mais graça pra mim. Ana me chamou para ser o seu par na festa de formatura, ela havia terminado recente um relacionamento. Daniel, seu ex, era lindo, o tipo de garoto popular que praticava esportes e era amigo de todo mundo, apesar de um pouco metido. Sempre dizia para ela que se ele desse bobeira eu pegava, ríamos bastante disso.

Ana também era virgem, dizia se guardar para alguém especial, teve alguns namorados durante os três anos que estamos na mesma escola, mas terminava o namoro porque os garotos sempre queriam mais dela, nunca estavam satisfeitos com beijos, sarros, punhetas e até alguns boquetes.

Era o dia da festa, estávamos na minha casa nos arrumando. Meu pai nos levaria ao salão. Ana estava linda, deixou meu pai babando. Eu olhei pra ele com cara feia. Ele nunca tentou nada com a Ana, mas se ela desse alguma abertura ele não perdoaria. Nunca gostei quando ele falava de mulher comigo, primeiro porque eu não gostava e segundo por ser um desrespeito com a minha mãe.

Chegamos à festa, era um salão grande e bem arrumado. Já estava cheio, com os formandos e seus familiares. A família da Ana não foi à festa, pois moravam no interior. Ana morava apenas com sua avó, uma senhora de mais idade, morava sozinha desde que o seu marido faleceu, o avô da Ana. A dona Selma não quis morar com nenhum dos seus filhos, Ana achou uma boa vir para a cidade estudar e fazer companhia para a avó. Ideia que agradou a todos os familiares.

– Quem sabe hoje você não pega alguém? Tem muitos convidados bonitos. – Ana disse.

– Quem sabe? – Respondi sorrindo.

A festa estava ótima, eu não estava preocupado em pegar alguém, sabia que eu era novo demais para atrair olhares, meu rosto ainda infantil entregava os meus 15 anos.

Passamos horas bebendo e dançando juntos, até que resolvemos nos separar para sentir mais o ambiente, dar uma volta pelo salão. Reparei um rapaz bonito, não devia ter mais que 18 anos, não era aluno do colégio, estava vestindo um terno preto e sem gravata. Cumprimentei de longe e ele sorriu. Passei por ele, parei em uma ponta do salão, não demorou muito e ele veio até mim. Ficamos conversando por um tempo. Ele disse que tinha completado 19 anos no mês passado, estava na faculdade e procurava por um estágio. Contei pra ele sobre os meus planos de ser ator e me mudar para o Rio. A conversa fluía de forma agradável.

– Vamos para um lugar mais tranquilo. – Ele disse.

Concordei e saí contente do salão, vi a Ana conversando com o Daniel. Eles estavam se abraçando, pareciam que tinham feito as pazes e reatado o namoro.

Sozinho no estacionamento com aquele garoto bonito. Eu fui em sua direção para lhe dar um beijo. Ele desviou e sorriu, um belo sorriso. Ele tirava o seu cinto, desabotoava a sua calça, desceu o zíper e colocou o seu pau, duro, fino e torno para fora.

– Vem. – Ele disse.

Eu não estava acreditando naquilo. Aquele cara que eu estava curtindo só queria receber um boquete.

– Deixa pra lá. – Eu o dispensei.

No caminho de volta para o salão não vi a Ana, entrei e fui procurá-la. Não a achava em lugar nenhum. Fiquei um tempo parado e bebendo até que ela me achou.

– Estava te procurando. – Eu disse.

– Aí que ódio. – Ela respondeu ignorando o que eu disse.

– O que aconteceu? – Perguntei.

– Aquele babaca. Chegou todo romântico e querendo voltar, dizendo que me amava. – Ela disse.

– E isso não é bom?

– Se fosse verdade. Estava tudo bem, estávamos ficando até que ele disse que era pra eu dormir com ele, num motel. Ele já havia reservado para depois da festa.

– Confiante ele.

– Escuta só Rey. – Ela disse, suas bochechas estavam vermelhas. – Eu disse que não. Ele me soltou e disse que hoje iria transar e qualquer jeito, que não terminaria o ensino médio virgem.

– Que babaca!

– Eu o mandei catar coquinho.

– Eu também não tive sorte. Estava conversando com um cara que parecia muito gente boa, mas só queria um boquete.

– Pra mim essa festa já deu. Vamos embora?

– Vamos, mas não sem antes... – Eu disse.

– O quê?

– Levarmos a nossa parte, afinal pagamos caro pelo convite. – Eu disse rindo.

Partimos andando, com nossas taças na mão, duas garrafas de champanhe, uma ainda fechada e a outra aberta. Não era perigoso andar pelo bairro aquela hora na noite, mas era algo que nunca faríamos se estivéssemos sãos. Depois de muito andar, conversar e terminar a primeira garrafa, pegamos um táxi e fomos para a minha casa.

Entramos em silêncio para não acordar os meus pais, fomos direto para o meu quarto e abrimos a outra garrafa.

– Sabe que eu acho que Dani tinha razão. Entrar na faculdade virgem não deve ser legal. Vou fazer 18 anos, acho que eu já tinha que ter dado. – Ana disse rindo.

– Você não vai inventar de ligar pra ele agora. Amanhã vai estar toda arrependida. – Eu disse.

– Queria que fosse com alguém especial. Alguém que eu amasse. Tipo você. – Ana sorriu. – Por que tinha que ser gay?

– Talvez eu não seja 100% gay. – Eu disse sorrindo e pulando em cima dela.

Ficamos deitados na cama rindo, até que paramos e nos encaramos. Ana era linda. Não seria nenhum sacrifício. Eu a beijei. Ana retribuiu o beijo. Quando terminamos, voltamos a sorrir.

– Você quer mesmo fazer isso? – Ela me perguntou.

– Quero. – Eu respondi. – E você?

Ana respondeu que sim com a cabeça. Nos beijamos novamente, um beijo de verdade que me deixou excitado, olhei para baixo e vi o volume do meu pau que na época tinha uns 17cm. Ana olhou e sorriu.

Nos despimos. Ficando apenas com as roupas íntimas. Deitamos novamente e voltamos a nos beijar, deslizávamos as mãos pelos nossos corpos e nos apertávamos. Ana me deixou deitado e beijava o meu corpo, tirou a minha cueca e colocou o meu pau em sua boca.

– Rey, o que acha do meu boquete? – Ela perguntou.

– Horrível. – Eu respondi rindo. Ela me deu um tapa. Eu peguei a sua mão e chupei os seus dedos mostrando como deveria ser feito. Ela aprendeu e me dava prazer, eu gemi. – Agora sim, perfeito.

Ela sorriu e voltou a me beijar. Enquanto eu a abraçava, tirei o seu sutiã. Desci até os seus lindos seios, beijei e chupei os seus mamilos. Eu gostei daquilo. Ana gemia baixinho, ela também estava gostando.

Ana tirou a calcinha sem se levantar da cama.

– Agora a sua vez. – Ela disse, queria que eu a chupasse.

– Eu não sei o que fazer. – Respondi sorrindo. Chupar um pau era fácil, mas uma boceta?

– Explore com a sua língua eu vou te guiando. – Ela disse.

Achei aquilo um pouco nojento, mas fiz. Ana me dizia o que eu devia fazer, onde passar a língua e onde tocá-la, ela gemia e se contorcia. Senti quando ela gozou, senti os espasmos na sua boceta e ficando ainda mais lubrificada.

– Você tem camisinha? – Ela me perguntou.

Eu peguei a camisinha coloquei no meu pau e deitei sobre ela, fazendo a posição de papai e mamãe. Ana encaixou o meu pau no seu buraco e pediu para que eu fosse bem devagar.

Senti o quentinho e o molhado da sua boceta, a cabeça do meu pau estava lá dentro, algo não me deixava ir além. Quando eu tentava Ana reclamava de dor. Passei a pincelar o meu pau em sua boceta até que ela voltou a gemer de prazer, aproveitei o momento e a penetrei de verdade. Ana gritou e eu a beijei, fiquei parado por um tempo rebolando sobre ela. A sensação era ótima, por algumas vezes quase gozei.

Ana permitiu que eu continuasse, comecei o entra e sai com o meu pau dentro da sua boceta enquanto nos beijávamos, ficamos alguns bons minutos assim. Senti que Ana estava mais uma vez para gozar, ela apertava firme as minhas costas e gemia. Eu meti mais rápido, me permitindo gozar também. Nos beijamos e eu saí de dentro dela.

– Foi bom pra você? – Eu perguntei sorrindo.

– Foi sim, foi especial. – Ela respondeu. – E pra você?

– Foi muito bom. – Eu respondi. – Mas ainda gosto de homem.

Eu e a Ana disparamos rir. Levei a mão até o meu pau para tirar a camisinha e ela não estava lá. Eu a procurava pela cama.

– O que está procurando? – Ana me perguntou.

– A camisinha. – Eu disse. Ana se levantou e me ajudou a procurar. Acendemos a luz e nada.

– Reynaldo, você colocou mesmo a camisinha?

– Claro, você viu.

– Mas ela não está em lugar nenhum.

– Só tem um lugar então que ela pode estar. – Eu disse apontando para a sua boceta.

– Nem brinca.

– Deve estar aí dentro – Eu disse. – Deita aí deixa eu ver.

Ana constrangida deitou na cama. Eu a tocava onde meu pau estava minutos atrás.

– Você não sente ela? – Perguntei.

– Não, apenas os seus dedos. – Ela disse.

– Achei. – Eu disse. Senti quando meu dedo tocou o látex. Com um pouco de dificuldade eu tirei a camisinha lá de dentro.

Depois de tudo passado começamos a rir do acontecido.

– Vamos ter história da nossa primeira vez. – Eu disse.

Ana sorria, vestimos as nossas roupas íntimas e dormimos ali abraçados. Meus pais não comentaram quando no dia seguinte Ana tomou o café da manhã com a gente.

Sem as aulas e sem o grupo de teatro nos encontramos poucas vezes. Ana foi para o interior passar as férias com os seus pais. Quando voltou, passou grande parte das férias procurando emprego. Ela já tinha passado no vestibular e conseguido um financiamento estudantil, mas precisava de ter renda. Nos encontramos já no final da semana. Ela estava abatida.

– Que cara é essa? – Eu perguntei assim que a vi.

– Não estou passando bem desde que voltei de viagem. Vomitando todo dia. Sem contar que tenho andado a cidade inteira deixando meus currículos. – Ana se explicava.

– Não deve ser algo que você comeu, se não já teria melhorado. Pode ser dengue. E só tem um tipo de remédio que pode tomar senão piora. Vamos no posto de saúde, eu vou com você. – Eu disse.

Depois de muito insistir, Ana foi no posto. Uma consulta básica e pedidos de exame de sangue. Por sorte dois dias depois estava pronto. Ana buscou o seu exame e foi para a minha casa.

– O que aconteceu? – Eu perguntei assustando vendo a minha amiga com os olhos inchados como se tivesse passado as últimas horas chorando. Ana não respondeu apenas me abraçou e chorou.

– Não importa, eu estarei do seu lado. – Eu disse. Imaginava que ela descobriu uma doença grave e provavelmente incurável. Peguei um copo de água e a entreguei.

– Rey, eu estou grávida. – Ela disse.

Me senti aliviado, pelo menos ela não estava morrendo. Ela me olhava com aquela cara ainda assustada, foi quando a minha ficha caiu.

– Grávida?

– É, não sei o que vou fazer. Você é só uma criança. Eu ainda sou uma criança. – Ana disse.

Por mais que nos achássemos adultos, diante de uma situação daquela éramos sim duas crianças, faltavam alguns dias para completar os meus de 16 anos.

– Calma, daremos um jeito. – Eu disse.

– Que jeito Rey, eu moro com a minha avó, como vou cuidar de uma criança e de uma senhora idosa? Como vou trabalhar e fazer faculdade? Minha vida acabou.

– Podemos nos casar. Eu te ajudo nisso. – Eu disse.

– Me poupe Rey, você é uma criança e é gay. – Ana disse.

Não gostei de ser chamado de criança, não com essa conotação. Fui muito homem para fazer aquele filho. Resolvi relevar diante ao desespero da minha amiga.

– Vou falar com a minha mãe. Vamos pensar nisso juntos. – Eu disse.

Minha mãe e meu pai chegaram praticamente juntos naquele dia. Avisei que a Ana jantaria com a gente e que teríamos algo importante para dizer. Meus pais olharam desconfiados e sorrindo. Acredito que eles imaginaram que iriamos dizer que estávamos namorando.

Fiquei na dúvida se dava a notícia antes do jantar e os fizesse perder o apetite ou depois e eles terem uma má digestão. A falta de coragem me fez postergar. Antes de sairmos da mesa, minha mãe perguntou qual era a novidade.

– Não é bem uma novidade, é uma notícia e não sei bem como vocês vão reagir. – Eu disse deixando meus pais preocupados.

– O que foi meu filho? Algo grave? Você e a Ana mal tocaram na comida. – Minha mãe disse. Meu pai olhou de rabo de olho para os nossos pratos.

– A Ana está gravida. – Eu disse de uma vez.

Meu pai fechou a cara, era claro que ele achou aquilo um absurdo, uma garota solteira grávida era um horror para ele, talvez não pior que ter um filho gay. Minha mãe deu um sorriso sem graça.

– Achei que agora que a Ana estava solteira vocês iriam começar um namoro, sempre achei linda a amizade de vocês. – Minha mãe disse. – Voltou com o Daniel minha filha?

– Não senhora. – Ana respondeu.

– Ele já sabe? – Meu pai perguntou.

– Não senhor. – Ana respondeu.

– Tem que falar com ele e ele tem que assumir tudo. Não é porque você está sem os seus pais aqui que algum garoto vai abusar de você. Se precisar eu vou falar com ele. – Meu pai disse. Fazendo o papel do pai da Ana.

– O Daniel não é o pai. – Eu disse.

– Meu Deus Ana, quem é o pai? – Minha mãe perguntou.

– Eu mãe. Eu sou o pai. – Eu disse.

– Mas você é uma criança. – Minha mãe disse.

Estava cansado de ouvir aquilo, terceira vez no mesmo dia e não foi a última.

– É meu o filho. Aconteceu, foi no dia da festa, que a Ana dormiu aqui. – Eu disse.

– Por que não se protegeram? – Minha mãe perguntou. Ana chorava baixinho.

– Usamos camisinha, mas algo deu errado. Ela escapou. – Eu disse constrangido.

– E quem já sabe disso? – Meu pai perguntou.

– Só vocês, ficamos sabendo hoje. – Eu disse.

– O que vão fazer? Se casar ou tirar? – Meu pai perguntou.

– Ronaldo! – Minha mãe o censurou. – São duas crianças.

– Nenhum dos dois. – Eu disse.

– Ou casa ou tira. – Meu pai disse, ignorando a minha mãe.

– Não. – Ana disse. – Não vou tirar esse bebê e não vamos nos casar, nós somos apenas amigos. Não vou me casar só que estou grávida.

– Prefere ser mãe solteira? – Meu pai perguntou.

– Ronaldo, chega! – Minha mãe disse se levantando da mesa e colocando os pratos na pia. Meu pai se calou. – O corpo é da Ana e ela decide o que vai fazer.

– É um absurdo vocês, todos religiosos cogitarem um aborto. – Eu disse bravo. – Tirar uma vida? As coisas mais absurdas da igreja vocês seguem, mas quando lhes convém, resolvem ignorar? Meu Deus, estamos no ano 2000.

– Meu filho, não é isso. – Minha mãe disse.

– Eu sei que você não pensa assim, mãe. – Eu disse e me virei para o meu pai. – Você acha um absurdo uma mãe solteira, acha um absurdo uma pessoa homossexual, acha um monte de absurdo por aí, mas aborto pode? Ser infiel pode? – Eu disse.

– Me respeita moleque. – Meu pai berrou.

– Então que o Senhor se dê ao respeito. Se quer seguir o que prega a sua igreja, segue em tudo e não só o que lhe convém. – Eu disse. Deixando o meu pai calado. – Eu e a Ana vamos ter esse bebê.

– E vai sustenta-lo como? – Meu pai perguntou.

– Se vocês não puderem ajudar, nós daremos um jeito. – Eu disse.

– É claro que vamos meu filho. – Minha mãe disse.

Encerramos a discussão. Ana voltou no final de semana para a casa dos pais e deu a notícia. Eles encararam melhor do que o meu pai, pelo menos foi o que ela me disse. Seus pais a convenceram a ficar em sua cidade, junto ao resto da família, Ana tinha alguns irmãos mais novos, sua mãe era dona de casa e poderia ajudar a cuidar da criança. Uma de suas primas iria se mudar para a casa da avó assim como Ana fez, iria estudar e fazer companhia para a dona Selma.

Na escola, não demorou muito para que eu ficasse popular, como o cara que fez um filho na gostosa da Ana. Foi graças a essa fama que um cara muito gato do terceiro ano se aproximou de mim. Anderson era um cara bonito, sarado, e jogava futebol.

Chegou até mim perguntando da Ana, como ela estava, se havia mesmo voltado para o interior, se estava mesmo grávida e se eu era mesmo o pai. Depois de contar a história ele sempre se aproximava. Contava que gostava de ver as nossas peças, perguntava quando teria uma próxima, se eu gostava de futebol e me chamou para vê-lo jogar algumas vezes.

Percebendo a sua insistência em se aproximar de mim e imaginando a possibilidade de não ser uma simples amizade, eu aceitei. Anderson jogava bem, marcou um gol e no final do jogo veio até mim.

– Que bom que finalmente veio. – Ele disse.

– É, hoje consegui um tempo livre. Virei empregada doméstica dentro de casa. – Eu disse. Meus pais me pagavam por isso e juntava dinheiro para ajudar a Ana.

– Que bom, fiz um gol pra você. – Ele disse rindo, eu sorri sem graça. – Vai fazer o que agora?

– Nada. – Respondi.

– Vamos lá pra casa é aqui perto, a gente joga videogame e faz um lanche. – Ele me convidou. Fiquei na dúvida, mas depois da sua insistência aceitei.

Anderson saiu do vestiário em menos de dois minutos com mesma roupa do jogo e com a sua mochila na mão.

– Eu tomo banho em casa, não vou deixar você esperando. – Ele disse quando se aproximou e me chamou para ir embora.

Sua casa era mesmo perto, fomos conversando sobre o jogo, apesar de não ser bom em campo eu gostava de futebol.

– Preciso de um banho. – Ele disse assim que entramos na sua casa que estava vazia.

Fiquei parado na sala enquanto ele andava de um lado para o outro, jogando a sua mochila no quarto, buscando sua toalha na lavanderia. Voltou apenas de cueca e demostrando um belo volume. Anderson entrou no banheiro e ligou o chuveiro.

– Reynaldo! – Ele me chamou.

– Oi. – Eu disse aparecendo na porta do banheiro. O box de vidro era opaco. Anderson estava lá dentro e eu via a sua silhueta.

– Entra aí, vamos conversar. – Ele disse.

Entrei tímido e me sentei no sanitário. Anderson abriu uma greta do box para conversar melhor comigo. Consegui ver o restante do seu maravilhoso corpo que estava escondido pela cueca. Ele estava excitado e vendo aquilo também me excitei. Ele queria me provocar, lavou bastante o pau. A conversava continuava, sobre as meninas gatas da escola, sobre as do grupo do teatro e tentava arrancar de mim como a Ana era na cama.

Anderson desligou o chuveiro e abriu o box se expondo completamente, inclusive o seu pau. Ele se enxugava e sorria.

– É isso que dá ficar conversando sobre essas coisas. – Ele disse.

Eu sorri de volta, esperei ele sair do banheiro para me levantar, não tinha motivos, mas estava sem graça de mostrar que também estava excitado. Apesar de estar claro o objetivo dele em me levar até a sua casa, existia 1% de chance de eu ter entendido tudo errado.

Anderson colocou uma bermuda larga sem cueca e ficou sem camisa. Disse que eu podia ficar à vontade também. Mas fiquei sem graça, eu não tinha aquele físico que ele possuía. Começamos a jogar videogame e Anderson sempre voltava no assunto de mulheres. Seu pau estava duro, acho que ele permanecia excitado desde a hora do banho. Andersom pegava nele e sorria.

– Acho que você vai ter que dar um jeito nisso daí. – Eu disse.

– É, preciso bater uma punheta. – Ele disse rindo pegando no pau. – Anima? Coloco um videozinho.

– Coloca aí. – Respondi sorrindo.

Não havia mais dúvidas, algo iria rolar. Meu coração estava disparado, Anderson seria a minha primeira pessoa do mundo real, não era como um encontro marcado pela internet em um shopping ou dentro de um carro. Aquilo era novo pra mim e eu estava doido para experimentar.

Anderson colocou um filme pornô e trouxe um rolo de papel higiênico. Assim que o filme começou, ele tirou a bermuda e se sentou na beirada da sua cama, totalmente nu. Seu pau era bonito, pelos claros e bem aparados, suas pernas, bronzeadas, do formato da bermuda para baixo mal tinham pelos, a parte tampada pela bermuda era branca. Sua bunda também branca, era grande e aparentemente muito dura, eu tive vontade de tocá-la.

– Fique à vontade. – Ele disse.

Abaixei a minha bermuda junto com a cueca até o meu pé. Anderson olhou para o meu pau duro e sorriu, não era muito diferente do dele, exceto pela nossa cor, o meu pau tinha a cor da sua pele bronzeada enquanto o dele era bem branco.

Depois de um tempo, ignorávamos o vídeo e nos encarávamos batendo nossas punhetas. Anderson passava a sua mão livre pelo seu próprio corpo. Aquilo pareceu um convite para mim, mas tive medo em aceitar.

– Minha mão doeu. – Ele disse e eu sorri. – Bate pra mim.

Não pensei duas vezes e o toquei, sentir o seu pau na minha mão e escutar o seu gemido foi extremamente prazeroso. Anderson deitou na cama e deixava que eu o masturbar.

– Me chupa Rey. – Anderson pediu. Foi a primeira vez que ele me chamou de Rey. Por mais que que eu quisesse, tive medo.

– Não posso fazer isso. – Eu disse.

– Por que não? Somos amigos, estamos dando uma mãozinha um para o outro.

– Mãozinha é uma coisa. – Eu disse e mesmo assim era só eu que estava dando, uma mãozinha para ele.

– Relaxa Rey. – Anderson disse se levantando e me empurrando para eu me deitar em sua cama.

Ele segurou o meu pau e aproximou o seu rosto, passou a língua na cabeça do meu pau e deu um beijo. Eu quase gozei, senti meu pau se lubrificando. Anderson engoliu o meu pau e me chupava. Depois de um tempo ele mudou de posição trazendo o seu pau até o meu rosto.

Nos chupávamos ao mesmo tempo. Meu primeiro 69, não demorou muito, gozamos. Depois de saciados, Anderson preparou um lanche para gente e eu fui embora, ainda meio bobo e me sentindo apaixonado.

Como fazia diariamente, liguei para Ana perguntei como ela estava e contei da minha experiência com o Anderson, ela ficou feliz por mim e disse que também estava conhecendo alguém. Era um homem uns 10 anos mais velho, filho de um fazendeiro rico e que de acordo com ela, ele estava bem apaixonado.

Me aproximei cada vez mais do Anderson, sempre que ia para a sua casa acabávamos nos chupando, nem precisava mais de um filme pornô.

– Seria estranho se a gente se beijasse? – Eu o perguntei no nosso terceiro encontro.

Anderson sorriu e me beijou. Nesse dia tivemos a nossa primeira vez.

Nus em sua cama, Anderson beijava todo o meu corpo, me virou de bruços e lambia a minha bunda, aquilo era gostoso. Ele tirou a língua e colocou o dedo. Do dedo ele enfiou o seu pau. Não foi nada gostoso, eu estava tenso e senti dor. A minha sorte foi que o Anderson não demorou muito para gozar.

Ele saiu de dentro de mim e deitou ao meu lado. Nos beijamos mais uma vez e ele desceu até o meu pau para me chupar.

– Eu também quero. – Eu disse. “Te comer”, não tive coragem de dizer. Anderson sorriu e se deitou de bruços.

Eu chupei a sua bunda como ele fez com a minha, depois o toquei. Quando me preparei para enfiar o meu pau dentro dele ele se virou. Me deixou deitado na cama e subiu em mim. Eu segurei o meu pau e ele se sentou bem devagar. Depois de um tempo ele cavalgava, senti um prazer enorme e demorei para gozar. Anderson estava com o pau novamente duro e eu o tocava. Gozamos praticamente juntos.

Sexo com penetração era a nossa nova rotina, nos revezávamos sempre, Anderson me ensinou a sentir prazer também sendo passivo.

Antes das férias de julho tivemos uma peça. Eu fui o protagonista, estava sem a minha parceira de palco, mas para a minha surpresa Ana foi com o namorado me assistir. Ela se encontrou com algumas amigas e exibia a sua barriga de seis meses.

Fiquei muito feliz em vê-la e fiquei feliz com o apelido que ganhei naquele dia, galã. Apelido dado pelo Anderson e pela sua turma que foram assistir à peça, eu estava fazendo novos amigos. Como um galã que se preza eu mantinha a minha sexualidade escondida, entrei na academia com aquela turma. Queria ter um corpo mais definido, como o de um ator novo que entrou em uma novela do horário nobre. Que por coincidência, além de parecermos muito fisicamente, tínhamos o mesmo nome.

No dia 17 de setembro de 2000, veio ao mundo o meu filho, exatos nove meses após a sua concepção. Quando eu o vi e peguei no colo, ele ainda não tinha uma semana de vida. Fomos visita-lo no primeiro final de semana após o seu nascimento. Eu senti aquele amor, algo grande e inexplicável que eu não tinha palavras, eu chorava como uma criança enquanto aquele bebê no meu colo olhava pra mim com um sorriso no rosto, seus olhos azuis brilhavam.

Eduardo, era o nome dele. Foi fácil escolher o nome, brigamos apenas pelo apelido, eu queria Edu, enquanto Ana preferia Dudu. Minha mãe carregou o neto e brincava com ele.

– Olha que coisinha mais linda da vovó. – Minha mãe disse.

– Eu sei que é meu filho, mas ainda tem cara de joelho, ou de um velhinho. Mas tem um sorriso lindo. – Eu disse.

– Deixa de ser bobo, menino. – Minha mãe disse. – Você também era assim quando nasceu, agora está aí rapaz homem lindo.

Minha mãe estava certa, voltei no mês seguinte no feriado de outubro. Edu estava maior, com o seu rosto bem formado, pela clara como da Ana e cabelos escuros como os meus e olhos que deixaram de ser totalmente azuis, passava a ter também uma tonalidade verde.

A cada nova visita era uma surpresa. Pelo menos uma vez por mês eu ia visitar a Ana e o meu filho. Ela estava muito feliz. O seu namoro estava sério e pelo o que eu o vi o namorado tratava bem o meu filho.

Mais um ano se passou, passei para o terceiro ano e já havia completado os meus 17 anos. Anderson e seus amigos, ou seja, os meus novos amigos, também haviam se formado. Na escola estava sozinho mais uma vez. Ainda encontrava com os rapazes na academia, mas no decorrer do ano, um a um foram se afastando por conta da faculdade, dos estágios e dos novos amigos.

Eu e Anderson terminamos de forma natural, a convivência foi diminuindo, a intensidade dos beijos e sexo também. Não teve um pedido de separação, assim como não teve um pedido de namoro.

Mais experiente, mais velho, mais bonito e mais consciente do meu corpo e do que eu gostava, não foi difícil arrumar algumas paqueras. Eu não tinha a mesma cara e nem o mesmo jeito de quando tinha 15 anos. Dois anos, um relacionamento e um filho me fizeram amadurecer.

Infelizmente as visitas ao meu filho não foram tão frequentes como no ano anterior e isso me deixava triste. Nas férias de julho, Edu estava prestes a fazer dois anos, ele passou o mês inteiro comigo. Minha mãe adorou, até o meu pai curtiu o netinho em casa. Devolvê-lo foi triste.

Finalmente havia formado, o sonho de ir para o Rio de Janeiro estava distante, quase impossível. Eu teria que trabalhar para sustentar o meu filho. Foi esse o combinado com o meu pai.

Ana que me convenceu a não desistir do meu sonho. Disse que eu devia ir sim, que ela não estava precisando de ajuda financeira, que podia muito bem manter o nosso filho até eu me estabilizar no Rio.

– Quero te ver famoso e na TV, imagina o orgulho do Dudu vendo o pai em uma novela. Esse é o seu sonho Rey. Vai atrás dele. Sei que terá um belo futuro pela frente e sei que assim que tiver condições você volta a ajudar. – Ana me disse quando fui passar a virada de ano com ela.

Ana me mostrou também o seu anel, estava noiva. Havia sido pedida em casamento durante o Natal. Minha amiga estava radiante.

No final de janeiro, a contragosto do meu pai, fui para o Rio. Fiquei a primeira semana na casa de uma prima da minha mãe, tempo suficiente para visitar algumas repúblicas que eu já tinha visto na internet e antes de fechar, queria conhecer os moradores.

Achei uma com pessoas bacanas, próxima à escola para atores de um famoso diretor de TV, onde eu pretendia estudar. Aquela escola era a porta de entrada para muitos artistas na televisão. O curso não era barato, eu precisava de um emprego. Fazia alguns bicos de garçom, em uns bares famosos e em festas. Consegui juntar um bom dinheiro contando com as gordas gorjetas.

Em poucos meses iniciei o curso. Era maravilhoso, diferente de tudo que achava que sabia sobre atuar. Enquanto na escola eu era o melhor, ali eu não me destacava. Não consegui nenhum papel importante nas peças. Mas algumas campanhas publicitarias deram certo, inclusive em propagandas para TV.

Depois de um ano de curso, o famoso diretor me chamou para conversar.

– Reynaldo, você sabe que eu sou sincero. – Ele disse.

– Eu sei. – Percebi que vinha bomba.

– Você não é um bom ator. – Ele disse na lata. Senti caindo sobre mim um balde de água fria. – Você pode ficar aqui, refazer esse curso três ou quatro vezes e não vai adiantar.

Senti aquele nó na minha garganta, eu não queria chorar na frente dele.

– Você tem futuro, mas não como ator. Tem que se dedicar naquilo que você é bom.

– A minha vida inteira sempre quis ser ator. É a única coisa que eu sou bom e você me diz que eu não sou. – Eu disse segurando as lágrimas.

– Você não é, todos aqui são melhores do que você. – Ele disse. Eu abaixei a cabeça, não consegui segurar e lágrimas escorriam dos meus olhos. – Eu também, não sou um bom ator. Mas sou um bom diretor. E vejo muito de mim em você. Das peças que vocês preparam, a que você dirigiu foi a melhor, foi de nível profissional. Já tem um tempo que estamos reparando isso em você.

– O que você quer dizer? – Eu perguntei enxugando os meus olhos. Depois de ser massacrado eu estava sendo elogiado?

– Largue o curso, faça um estágio comigo, acho que você tem muito potencial para ser um grande diretor. Eu não tenho um curso de diretores, então faça um estágio comigo.

“Filho da puta. Por que não disse isso antes de dizer que eu era um péssimo ator? ” – Pensei.

– Aceita filho? – Ele me perguntou.

– Mas é claro! – Eu respondi. Ele abriu os braços e me abraçou.

Era um estágio não remunerado, mas eu deixaria de pagar o curso e ficaria ali, vivendo aquilo que era a minha paixão e aprendo a fazer algo que segundo ele, eu possuía um talento natural.

A vida no Rio de Janeiro era maravilhosa, jovem, bonito, frequentando rodas de artistas, convivendo com pessoas fantásticas, de mente aberta, era quase a realização de um sonho.

Conheci muitas pessoas interessantes, homens, mulheres, jovens, velhos, famosos, não famosos. Em muitos eventos haviam drogas, mas nunca fui além da maconha, participei de algumas orgias, mas sempre com proteção. Estava vivendo a minha vida, a minha juventude, aprendendo que o mundo era muito maior do que a bolha em que eu vivia. Sentia muito prazer com isso.

Quase um ano fazendo estágio, acompanhando aquele diretor, na escola de atores, nas gravações de novelas e até mesmo na produção de um filme. Novamente ele me chamou.

– Seu estágio acabou. – Ele disse.

– Você está me demitindo ou me contratando? – Perguntei antes de deduzir o que passaria na cabeça daquele homem.

– Nenhum dos dois. É a hora de você caminhar sozinho. Te inscrevi para uma bolsa em Los Angeles. Vai estudar cinema. Quando voltar, você me procura. – Ele disse me deixando sozinho absorvendo tudo aquilo.

Voltei para a casa, na minha cidade, havia tempos que não visitava os meus pais. Contei para a minha mãe a novidade que ficou muito feliz por mim. Meu pai não se importava.

Visitei também a Ana e o meu filho, ele estava um rapazote, lindo, iria completar 5 anos de idade.

– Vem no papai. – Eu o chamei. Ele não quis vir.

– Ele está tímido. – Ana disse.

Tive medo que ele tivesse esquecido de mim.

– Edu, você sabe quem sou eu? – Perguntei.

– Papai Rey. – Ele respondeu sorrindo. Não resisti àquele sorriso. E o abracei, mordia e o beijava. Edu sorria e gostava.

Passamos o dia brincando. Já era noite, estávamos sentados na sala quando Edu escutando o barulho de um carro gritou:

– Papai chegou.

– O que é isso? – Eu perguntei.

Ana me olhou sem graça, o seu marido estava chegando e entrava em casa. Edu pulava em seu pescoço.

– Oi Rey. – Francisco me cumprimentou com o meu filho em seu colo. Respondi apenas com um aceno na cabeça.

– Ele tem dois pais agora? – Eu perguntei.

– Rey você tem que entender, o Francisco é o meu marido, é a figura paterna do Dudu. Ele sabe que você é o pai dele. Mas todos os amiguinhos dele têm um pai presente. – Ana disse. – E o Edu te adora, adora falar do papai Rey, não é filho?

Ana pegou o filho do colo do marido e se sentou com ele no seu colo.

– Olha Rey, tenho um assunto delicado pra te falar. Desde que me casei, mas nunca achei a oportunidade, talvez agora nem seja. Mas você vai embora do país, ficar muitos anos fora. – Ana disse.

– Eu não sei se vou, primeiro tenho que ganhar a bolsa, e se ganhar ainda não sei como me manter lá. – Eu disse.

– Eu sei que vai dar tudo certo. – Ela disse e ficou calada me olhando.

– Então, que assunto delicado é esse? – Eu perguntei.

– O Francisco, já tem um tempo ele quer assumir o Dudu. – Ana disse.

– Como assim? – Perguntei

– Adotar como meu filho. – Francisco disse.

– Mas ele já tem pai. – Eu disse. – Além de ser chamado de papai e enquanto eu sou papai Rey, você quer tirar o meu nome da certidão dele?

– Rey, não é assim. Você sempre será o pai dele. – Ana disse. – É só um papel.

– Se é só um papel por que isso parece importante para vocês? – Perguntei.

– Estou pensando no futuro dele, na segurança, na herança. – Francisco disse.

– Faça um testamento, melhor faça um filho seu. – Eu disse.

– O Francisco não pode ter filho. – Ana disse.

– Sinto muito, mas esse é meu. – Eu disse.

– Rey, eu amo o seu filho como se fosse meu. Pode ser bom pra todo mundo. Posso te ajudar a ir para Los Angeles, posso pagar o seu curso e sua moradia lá. – Francisco disse.

– Vocês querem que eu venda o meu filho? – Eu perguntei.

– Não é assim. – Ana disse. – O Francisco só quer te ajudar.

– Enquanto ele é menor de idade só podemos fazer isso se você autorizar, mas quando ele completar os 18 é ele quem decide. – Francisco disse.

– Rey, não precisa decidir nada agora, só pense nisso. – Ana disse.

– Eu não esperava isso de você. – Eu disse. Abracei o meu filho e saí daquela casa.

Voltei para a casa dos meus pais. Contei o que me propuseram.

– Acho que você devia aceitar. – Meu pai disse.

– Não acredito que você apoia essa loucura, mas também o que esperar de alguém que queria que o garoto nem tivesse nascido.

– Você não quer ir embora, não está precisando de dinheiro? Podia até ajudar a gente. Estou desempregado, sua mãe está se mantando de trabalhar. Ela não queria te dizer nada, mas estamos ao ponto de perder essa casa. – Meu pai disse.

– É verdade isso mãe? – Eu perguntei.

– É sim meu filho, mas não precisa se preocupar, não precisa aceitar isso pela gente. – Ela disse.

– Mas o que você acha disso mãe? – Eu perguntei.

– Rey, o Francisco já é pai dele, assim como você. Não vai ser um papel que vai definir isso. Eles não vão apagar a memória do Edu e ele vai esquecer que você é o pai e que nós somos os avós. – Minha mãe disse.

– Então você acha que eu devo aceitar? – Eu perguntei.

– Acho que você deve fazer o que achar melhor. Só acho que nada vai mudar, meu netinho tem o seu sangue e o seu DNA.

Voltei para o Rio com aquilo na cabeça. Dias depois, tive a resposta que eu havia conseguido a bolsa. Eu tinha que tomar uma decisão rápida, as aulas começariam no final de agosto.

O diretor achou um absurdo eu cogitar a possibilidade de negar aquela bolsa. Disse que muitas pessoas venderiam até a mãe por uma oportunidade daquela. Ele não sabia que pra eu conseguir ir teria que vender o meu filho.

Foi uma decisão difícil, que me fez ficar várias noites sem dormir, tanto antes como depois de toma-la. Liguei para Ana e disse que aceitava a proposta. Informei quanto eu precisava para me manter em Los Angeles e do valor que meus pais precisavam para quitar a hipoteca da casa. Disse que pagaria tudo assim que conseguisse e que teria apenas uma condição.

– Vocês não vão deixa-lo se esquecer de mim. Que ainda sou o seu pai e que o amo. Ele tem que saber que não foi vendido ou trocado. – Eu disse.

– Claro Rey, ele vai saber que você também é pai dele. E que fez o que é o melhor pra ele. – Ana disse.

– E que eu o amo. – Eu disse.

– Claro. – Ana disse.

Comprei a passagem partindo da minha cidade, era a forma de despedir dos meus pais e do Edu, meu pai satisfeito por não perder a casa, fez o favor de buscar o meu filho no interior para passar alguns dias comigo antes da minha partida.

Para a minha surpresa na hora da minha viagem, Ana apareceu no aeroporto, ela disse que queria se despedir de mim. Me deu um abraço apertado e me agradeceu, disse que me amava.

E eu parti. Não tinha ideia que voltaria para o Brasil apenas doze anos depois.

CONTINUA...

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Comentários

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11/09/2019 02:14:44
Achei maravilhosa. Já quero capítulo novo.
11/09/2019 01:40:28
Fazia tempo que eu não lia um capítulo inicial tão bom assim. Super ansioso pelo próximo capítulo.
10/09/2019 10:09:35
Cara que capítulo é esse? SIMPLESMENTE MARAVILHOSO, EU AMEI CONTINUE 😍
09/09/2019 22:43:40
Já virei fã desse conto, porém não acreditei muito nas promessas da Ana....
09/09/2019 16:26:54
Top
09/09/2019 14:53:40
nossa. que misto de sentimentos. alegria. euforia, tesão. tristeza. continue logo
09/09/2019 10:23:02
Nossa... mal começou e eu ja amei...E eu ja até to vendo o que pode acontecer...Prevejo brigas...
09/09/2019 03:54:47
Promete... Estou no aguardo
09/09/2019 03:53:53
AINDA AQI TENTANDO TIRAR ALGUMAS IMPRESSÕES SOBRE O CAPÍTULO. ACHEI LONGO. O QUE O TORNOU UM POUCO CANSATIVO. MAS O ENREDO PRENDEU DO INÍCIO AO FIM. NÃO SEI PORQUE MAS NÃO ACREDITEI MUITO NAS PROMESSAS DE ANA. E SENTI MUITO PELO TÉRMINO COM ANDERSON. CHEGUEI A PENSAR QUE ROLARIA UMA COISA SÉRIA ENTRE OS DOIS. NÃO SEI O QUE COMENTAR AINDA SOBRE FRANCISCO. VOU AGUARDAR MAIS UM POUCO. PORÉM TIRANDO A MÃE, SEU PAI COM CERTEZA É O PIOR PAI DO MUNDO. SE PUDER SER CHAMADO DE PAI. EXTREMAMENTE MACHISTA, HOMOFÓBICO HIPÓCRITA E INTERESSEIRO. COM TODA CERTEZA VOU CONTINUAR LENDO.
09/09/2019 03:51:44
Um conto diferente, bom enredo. Vc parece q tá se descrevendo, tem certeza q n é uma biografia? Sr dramaturgo! Kkk volta logo!
09/09/2019 02:02:37
Muito interessante!

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